Imprimir

A vereadora Gilda Beatriz e o vereador Leandro Azevedo, ambos do PSD, protocolaram na Câmara Municipal de Petrópolis um projeto de Lei que visa a abertura de uma consulta pública para ouvir as partes envolvidas sobre a retomada das aulas, ou não, no município. Além disto, o projeto também prevê a criação de uma comissão intersetorial para o planejamento e acompanhamento das diretrizes para a retomada do ano letivo de 2020.

Segundo o projeto, a comissão poderá ser composta por representantes da Secretaria de Educação, Secretaria de Saúde, CPTrans, Conselho Municipal de Educação e outras entidades. Atualmente, apenas na rede pública municipal, existem um total de 40.702 alunos matriculados. A vereadora afirmou a importância desta medida.

“É importante a consulta pública para que a decisão tomada seja em consonância com os pais, que prezam pela saúde dos seus filhos. Precisamos ter a convicção que haja total segurança para os alunos, senão, devemos investir nas aulas online. Para os pais, é uma situação complexa: muitos têm medo de que seus filhos voltem às aulas, outros necessitam das escolas abertas para trabalharem. Além disto, precisamos de uma solução para as aulas perdidas pelos alunos, pela importância do processo pedagógico. Apesar de existir a plataforma “Educa Em Casa”, onde há atividades, não temos ainda as aulas online. Além de considerar que muitos alunos não tem acesso a internet em casa”, afirmou a vereadora Gilda Beatriz.

A ideia da comissão intersetorial visa analisar todos os fatores que envolvem a retomada das aulas, como é o caso da logística do transporte público, em vista da circulação dos alunos nos coletivos da cidade. “É muito importante ouvirmos a CPTrans, pois precisamos de uma logística específica para o transporte”, completou a vereadora.

No plenário, Leandro Azevedo afirmou a necessidade do diálogo para este tema, que tem gerado inúmeras discussões entre os pais dos alunos. “Temos a necessidade de ampliarmos esse debate, principalmente porque é um tema que divide opiniões. Precisamos ouvir as entidades responsáveis antes de tomarmos uma decisão. Acredito que este projeto possa trazer a segurança que os pais dos alunos anseiam neste momento”, defendeu Leandro Azevedo.

A medida será votada nos próximos dias e, se for aprovada pelos vereadores, será encaminhada para a Prefeitura, que pode sancionar a proposta dos parlamentares ou vetar a medida que busca ampliar o debate com os pais dos alunos da rede pública.