Foi aprovada na Câmara Municipal de Petrópolis, na última terça-feira (18/02), uma regra que estabelece diretrizes para a diminuição da impermeabilidade do solo. A proposta, de autoria da vereadora Gilda Beatriz (MDB), estabelece critérios para a construção de instalações de biorretenção, conhecidas como jardins de chuva. O projeto também prevê a extração da camada asfáltica original em ações como a operação tapa buracos e reformas de ruas, além de prevenir a inserção de camadas de asfalto uma em cima da outra.

“A medida é uma das formas que temos de diminuir o impacto das fortes chuvas, ampliando o escoamento da água. A regra é complementar a outras ações, como é o caso da necessidade das drenagens dos rios e limpeza dos bueiros. Porém, é uma maneira de atuarmos diretamente no problema dos alagamentos”, destacou a vereadora.

A proposta não gera despesas ao município, já que a medida apenas estabelece os critérios com que os canteiros serão feitos. O debate ocorre há algum tempo em outras cidades do mundo. Os jardins de chuva têm inspiração em um modelo implementado na cidade de Nova Iorque, nos Estados Unidos. Atualmente, propostas similares também estão sendo discutidas na cidade de São Paulo, onde existem cerca de 800 rios impermeabilizados.

“Quando fazemos medidas desta natureza temos sempre que considerar os aspectos históricos de nosso município, algo que está previsto nesta lei. Destaco a importância de termos ações que busquem a prevenção. Os canteiros, por exemplo, mostram que uma iniciativa simples pode fazer com que as águas pluviais retornem ao solo mais rapidamente”, declarou Gilda Beatriz.

A medida foi incluída na sessão plenária da Câmara Municipal de Petrópolis, e aprovada, pela devida importância do projeto, principalmente após o impacto das fortes chuvas no início do ano, que geraram alagamentos e problemas estruturais na cidade.