Petrópolis deverá ter um mês inteiro dedicado a celebrar a literatura petropolitana, culminando no dia 30 de outubro - data instituída no calendário oficial da cidade, através da Lei 7.773/19 do vereador Jamil Sabrá Neto (PDT). Os preparativos para o evento já começaram, com a realização de projetos e a discussão sobre o tema, debatido em reunião realizada na Secretaria de Educação nesta segunda-feira (11.02), entre a secretária Márcia Palma, os representantes da Associação Petropolitana de Letras (APL) Paulo César Santos e Fernando Costa, além do próprio autor da lei.

A intenção é que, no mês de outubro, quando também é comemorado o Dia dos Professores, uma série de atividades sejam realizadas em alusão à data. Concursos de poesia, palestras com os membros da APL, contação de histórias, entre outros projetos foram levantados na reunião. É que a Lei que institui o Dia da Literatura Petropolitana determina ao poder executivo que promova, na rede pública municipal, iniciativas para lembrar e homenagear os escritores petropolitanos.

“Temos uma Associação Petropolitana de Letras com nomes extremamente relevantes. Quando propus a lei o objetivo foi exatamente esse: aproximar a rede de educação – que tem mais de 42 mil alunos - à esta instituição tão relevante para a cidade e que está prestes a completar 100 anos. Então, já estamos buscando a união dos esforços de todas as partes para fazer com que isso ocorra da forma mais eficiente possível”, destacou o vereador Jamil Sabrá.

Para a secretária de Educação, essa também é uma oportunidade da rede pública municipal descobrir novos talentos. “Temos muitas jóias escondidas nas escolas, estudantes que sabem contar boas histórias e incentivá-los a escrever e se aproximar de uma instituição como a APL é uma forma de contribuir para o desenvolvimento dos nossos alunos. Além disso, nossa proposta é ter um projeto também voltado aos professores. Já estamos desenvolvendo e acredito que ambas as datas, em outubro, se transformarão numa grande celebração”, destaca Marcia.

Raul de Leoni, Aládia Pereira de Almeida, Annuar Jorge, Carlos Maul, Hélio Chaves, Luciano Gualberto, Mário Fonseca, Mário Rossi, Reynaldo Chaves, Solomão Jorge e Silva Maia, são alguns dos exemplos de nomes que podem ser levados para a sala de aula. Mas, além disso, nomes como o da jovem escritora, Carolina de Freitas, de 21 anos, que imortalizou a história do comércio da cidade com o livro “Petrópolis, o comércio de ontem, a saudade hoje” também merecem ser lembrados. “É um potencial que foi lapidado e o resultado está aí, crônicas de excelência escritas com qualidade e brilhantismo”, elogia Sabrá.

“Essa aproximação é, sem dúvida, muito importante para os 40 confrades que estão, hoje, na academia. Queremos elevar esse conhecimento e agregar o trabalho da APL à cidade”, destacou Fernando Costa. Já Paulo César Santos lembrou a participação dos professores no desenvolvimento dos estudantes e como isso pode ser um fator determinante para o crescimento dessas pessoas. “Petrópolis é um celeiro de bons escritores e poder contribuir para o desenvolvimento deles será muito importante para gente”, concluiu.

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