Petrópolis está a um passo de proibir que condenados pela Lei Maria da Penha assumam cargos em comissão no Legislativo e no Executivo. Projeto de Lei proibindo a nomeação, de autoria do vereador Hingo Hammes, já foi aprovado na Câmara Municipal e deve ser sancionado pela prefeito Bernardo Rossi. A iniciativa, que em março ganhou o apoio dos demais vereadores e foi aprovado por unanimidade no plenário, visa reforçar as ações no sentido de frear a crescente violência contra esse público. 
 
“Antes mesmo de o projeto virar lei, assumimos o compromisso de adotarmos essa regra em nossos gabinetes. Não podemos ficar inertes vendo a violência contra a mulher se propagar. A Lei Maria da Penha veio para protegê-las, mas é possível fazer ainda mais. Entendemos que o projeto vem complementar o trabalho. É uma iniciativa que contribui para inibir e prevenir esse tipo de crime”, diz Hingo Hammes. 
 
Dados divulgados pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro mostram que, apenas em janeiro, as duas delegacias da cidade registraram 154 novos casos de violência doméstica. Em todo o Brasil foram registrados mais de 4,2 mil homicídios dolosos de mulheres em 2018. Destes, 6,7% foram feminicídios.
 
Vereador também tenta impedir nomeação de fichas-sujas
 
Além de impedir a nomeação de condenados pela Lei Maria da Penha, o vereador Hingo Hammes também trabalha para vetar fichas-sujas em cargos comissionados existentes no organograma dos Poderes Executivo - administração direta e indireta - e Legislativo Municipal. A proposta é que a nomeação  fique vinculada às disposições previstas na Lei da Ficha Limpa. “Se alguém é considerado ficha-suja e não poderá mais se candidatar a cadeiras no primeiro escalão do Executivo e do Legislativo, como acontece hoje, também deve ser impedido de assumir cargos em comissão. Todos são funções remuneradas com recursos públicos”, frisou.