A fibromialgia, síndrome na qual a pessoa sente dores por todo o corpo durante longos períodos, foi tema de mais uma audiência pública, na noite de quarta-feira (23/10), na Câmara Municipal. Mulheres portadoras da doença tiveram a oportunidade de apresentar as suas reivindicações, entre elas a necessidade de criação de uma lei especifica que garantindo atendimento preferencial em estabelecimentos públicos e privados, como já acontece com idosos, gestantes e pessoas com deficiência.

A Audiência Pública foi solicitada pelo vereador professor Leandro Azevedo (PSD) que, junto com o colega Silmar Fortes (MDB), assina um projeto de lei solicitando o atendimento prioritário para os pacientes fibromiálgicos nos "órgãos públicos municipais, empresas públicas, concessionárias de serviços públicos, empresas públicas e privadas e estacionamentos".

"Estou há algum tempo nessa batalha, pois o sofrimento dessas pessoas é grande. Sentem dores 24 horas por dia e essa atenção é fundamental. Esta é a segunda audiência que realizamos aqui, mas já estive em Brasília lutando por esta causa e vamos seguir em frente", diz Leandro Azevedo.

Para o vereador Leandro Azevedo, os avanços são necessários, inclusive, já está ingressando com um projeto de lei solicitando, também, a gratuidade no transporte coletivo do município. "Vejo essa medida como indispensável, pois muitas dessas pessoas são obrigadas a parar de trabalhar, porque, como não se trata de uma doença visível e ainda pouco conhecida, acabam tendo problemas com seus patrões. As faltas não são abonadas e, dessa forma, perdem parte de suas rendas", explica

"Estou aqui para somar com a luta e fortalecimento das pessoas que vivem com esse problema complexo que é a fibromialgia. Já tivemos uma reunião na Secretaria Municipal de Saúde e hoje estamos aqui para fazer os desdobramentos e encaminhamentos necessários para o enfrentamento da síndrome. É preciso capacitar os médicos e todos os profissionais da saúde para o atendimento dessas pessoas", disse o vereador Silmar Fortes.

A importância da divulgação da doença foi destacada pelo vereador Justino do Raio-X. "A divulgação da patologia e tão importante do que o diagnostico médico, pois, provavelmente, existem pessoas em casa sofrendo da síndrome e não fazem idéia do que tem, porque não existe divulgação", frisou.

Cerca de 40 pessoas, entre advogados, representantes da Secretaria de Saúde e pacientes fibromiálgicos, participaram da reunião. Atualmente, tramita no Congresso Nacional o projeto de lei de lei 3010/2019, que prevê a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Fibromialgia.

O advogado Alex Cortásio Lima, que esteve representando a Ordem dos Advogados do Brasil – OAB, explicou que a legislação sobre o tema ainda está sendo formada. "Até há bem pouco tempo, a síndrome era quase desconhecida. Acredito que depois da aprovação dessa lei, ficará mais fácil garantir as conquistas dos portadores da síndrome", destaca o advogado.