Presidente da Casa, vereador Roni Medeiros, lamenta ausência de representantes do banco Itaú

Vereador vai indicar uma moção de repúdio ao banco

Impacto na mobilidade urbana e segurança de usuários também é ponto de discussão

Na noite de terça-feira (28.05) aconteceu no plenário da Câmara Municipal a Audiência Pública que debateu a abertura e o fechamento de agências bancárias em Petrópolis. De autoria do presidente da casa, vereador Roni Medeiros (PTB), o encontro reuniu moradores, comerciantes, profissionais do setor, Sindicato dos Bancários de Petrópolis, além do diretor do Procon, Bernardo Sabrá e o vereador Justino do RX (MDB).

Os presentes lamentaram a ausência não justificada de representantes do Banco Itaú, que irá fechar duas agências em Petrópolis – uma localizada na Rua Marechal Deodoro, que vai fechar daqui a três dias e outra no bairro Itamarati, que encerra as atividades no dia 10 de junho.

Por conta desse prazo, ficou acertado a construção de uma força tarefa com a participação do Procon, Câmara Municipal e Sindicato dos Bancários para que seja feita uma notificação de investigação preliminar, solicitando explicações técnicas, financeiras, além de como será feito o remanejamento dos usuários da agência Itamarati, sendo o Procon o condutor do trâmite.

“É lamentável a ausência de representantes do banco Itaú a essa audiência. Ficamos de mãos amarradas, sem uma explicação técnica plausível e a população precisa ter uma resposta para esse problema. A direção do banco Itaú menospreza o município, sem dar uma satisfação aos funcionários, comerciantes e a administração pública. Penso até em propor uma moção de repúdio a essa instituição bancária, vamos discutir com os demais parlamentares. Seria mais fácil sentar e conversarmos para chegar a uma negociação satisfatória”, disse o presidente da Câmara, vereador Roni Medeiros.

O parlamentar ainda lembrou que “o fechamento da agência do Itamarati vai impactar negativamente na mobilidade urbana da cidade, pois todo o público vai precisar se deslocar para o centro”.

O vereador Justino do RX destacou que “estamos diante de mais problema para a cidade. Protocolei um documento na agência do Itamarati, para obter respostas, e até hoje não fui atendido. Essa agência tem três mil usuários, gera 40 empregos diretos e indiretos, em média. O impacto vai ser enorme na empregabilidade, mobilidade e segurança, já que a maioria dos correntistas são pessoas idosas. Até quando o município vai servir para este tipo de empresário, que usa nossos recursos e simplesmente abandonam a cidade, sem prestar explicações”, pondera o parlamentar.

O diretor do Procon, Bernardo Sabrá, fez um resumo da atuação do órgão na cidade, com destaque para as mais de 287 fiscalizações relacionada à lei de atendimento nos caixas, e afirmou que “vai entrar em contato com algum representante do banco para uma reunião no Procon, para discutirmos uma estratégia que todos compreendam que seja correta. Vamos proceder com uma notificação preliminar em curto espaço de tempo, para ouvir as explicações do banco. Será uma força tarefa com a participação de todos os atores envolvidos”.

O presidente do Sindicato dos Bancários, Marcos Alvarenga, lembrou que o Itaú “lucrou mais de R$ 25 bilhões em 2018. Todas as empresas fazem parte do mesmo conglomerado. Banco é uma concessão, uma parte deste lucro deve ser revertida em investimentos em prol da população”.

Luis Claudio, diretor do Sindicato dos Bancários, ressaltou que “essa empresa despreza a população. Uma agência naquela localidade do Itamarati é muito pouco. Não há respeito, os clientes não foram comunicados, os funcionários estão amedrontados com desemprego. Temos que virar os olhos para o Itaú. Foram mais de 2,5 assinaturas no abaixo assinado que fizemos contra o fechamento desta agência. É lamentável”.

O comerciante Fábio Pizzi e a presidente da Associação de Moradores do Itamarati, Magda Lúcia, declararam que “a ausência de representantes do banco é uma covardia. Vai prejudicar todos os usuários e comerciantes do Itamarati e de bairros do entorno. Fazemos um apelo para o banco repense essa atitude”, concluíram.