Uma audiência pública vai marcar a segunda edição do evento alusivo ao "Setembro Azul – Acessibilidade e Cidadania”, que faz referência à Comunidade Surda de todo o mundo. O objetivo é discutir políticas públicas que garantam a inclusão e mais qualidade de vida aos surdos e deficientes auditivos do município.

A programação, organizada pelo vereador professor Leandro Azevedo (PSD), junto com a intérprete de libras Jacqueline Felix será aberta às 8h. Palestras com temas sobre “Trajetórias da construção da identidade surda e sua cidadania em Petrópolis: Possíveis Soluções”, "Valorização do Profissional Tradutor Intérprete: Quem qualifica esses profissionais” e “Acessibilidade à Pessoa Surda em diversos âmbitos na Sociedade”, que se refere ao transporte público, teatro, cinema, esportes, entre outros.

Para o vereador, o encontro será uma excelente oportunidade para a comunidade surda apresentar suas demandas e reivindicações. “Abracei essa causa porque essas pessoas precisam de atenção. Isso porque, nossa cidade negligencia e não cumpre várias leis da pessoa surda, como a falta de um intérprete de libras nas instituições”, disse o vereador, usando a própria Câmara Municipal como exemplo.
  
“Os museus da cidade não tem intérprete, os cinemas não oferecem filmes legendados, assim como as auto-escolas que não contam com pessoal especializado para atender tal público. Ou seja, vivem à margem da nossa sociedade, sem acesso a cultura e perecendo de atenção, principalmente, do Poder Público”, lamenta Leandro Azevedo.

Entre as demandas sociais que serão apresentadas pela Comunidade Surda se destacam a criação de um Centro de Educação Infantil para pessoas surdas; auto-escola com acessibilidade para a pessoa surda em Petrópolis; acesso à cultura, com sessões de cinema legendadas nos filmes brasileiros; presença de intérprete de libras na secretaria de turismo, museus e demais pontos turísticos da cidade; presença de profissionais tradutores intérpretes de libras durante o horário de funcionamento em instituições públicas como em unidades de saúde; conscientização, nas maternidades, sobre a introdução de libras para acompanhamento familiar ao surdo desde o nascimento, assim como a instalação de placas de acessibilidade das pessoas surdas em todos os órgãos e repartições públicas que frequentam.